segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

MANIFESTO PELA ERRADICAÇÃO DO DECRETO QUE PROÍBE EVENTOS DE QUALQUER NATUREZA NA PRAÇA DA ESTAÇÃO

“A praça! A praça é do povo como o céu é do condor É o antro onde a liberdade cria águias em seu calor!” – Castro Alves

No dia 09 de dezembro de 2009 o prefeito de Belo Horizonte assinou o decreto nº 13.978, que proíbe “a realização de eventos de qualquer natureza na Praça da Estação” com a desculpa de uma suposta “dificuldade em limitar o número de pessoas e garantir a segurança pública decorrente da concentração e, ainda, a depredação do patrimônio público”. O decreto passou a vigorar a 1º de janeiro de 2010.

Após alguma pressão, o executivo municipal fabricou uma comissão formada por doze secretarias, presidida pela Administração Regional Centro-Sul, com o objetivo de definir o que será ou não proibido na praça. Trata-se de medida inaceitável, concebida para legitimar e institucionalizar a ofensiva do prefeito no sentido da privatização do espaço público, da segregação territorial e da higienização da cidade. Esta é uma comissão espúria, eminentemente antidemocrática pela sua composição - todos os seus membros são burocratas da prefeitura – e por seus objetivos que refletem o patrimonialismo em vigor no executivo municipal. Entendemos que a praça é do povo, é o espaço por excelência do exercício da política e da construção da cidadania: liberdade de expressão e organização constitui princípio inegociável para nós.

A prefeitura do empresário Márcio Lacerda e seus aliados - como o tucano Aécio Neves, Pimentel e outros - representa os interesses exclusivos da burguesia. Os burocratas da Prefeitura falam de um lugar: do poder instituído. Nós falamos de outro: do espaço instituinte, nosso locus de atuação e pressão deve continuar sendo a praça pública - a ágora. São dois lados diferentes/antagônicos da barricada. A nossa luta é pela garantia de uma cidade sem portas, de casas sem armadilhas, como diria Carlos Drummond de Andrade, uma cidade que possa praticar sua diversidade e enfrentar suas contradições.

Trabalhadoras, trabalhadores, desempregadas e desempregados, mulheres, homens, povos quilombolas, negros, povos originários, gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, estudantes e sem-universidade, sem-terra, sem-teto, organizações, coletivos, comunidades de resistência e movimentos populares explorados pela hegemonia burguesa - todos devemos lutar pela nossa praça e combater aqueles que dão apoio à este decreto anti-popular que visa a implementação do apartheid social, a criminalização da pobreza, dos movimentos sociais e do dissenso. Lembramos que o dissenso – e não o consenso, como quer a tradição liberal - é o elemento fundante da democracia.

Belo Horizonte, fevereiro de 2010.

Pelo Movimento de Resistência Popular da Praça!

• Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania / I.H.G. - D.H.C
• Movimento Anarquista Libertário de Belo Horizonte / M.A.L. - BH - RJ
• Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas / A.M.E. S. - BH
• União da Juventude Rebelião / U.J. R
• Núcleo Pró-Federação Operária de Goiás / F.O. - GO.
• Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais / Sind-Saúde - MG
• Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais /Sinfarrrmig
• Brigadas Populares
• Grupo de Pesquisa-ação Violência, Criminalidade e Direitos Humanos
• Grupo de Amigos e Familiares de Pessoa em Privação de Liberdade

Fonte: Instituto Helena Greco
http://institutohelenagreco.blogspot.com/
"Estamos aqui pela Humanidade" Comuna de Paris, 1871 - "Sejamos realistas exijamos o impossível" maio de 68

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania
Rua Hermilo Alves, 290 - Santa Teresa - Ônibus: 9103, 9210 Circulares: SC01 e SC03 Metrô: Estação Santa Efigênia

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Atropelo cruzeirense

O Cruzeiro foi impiedoso com o Real Potosí, da Bolívia, e goleou o adversário por 7 a 0 nesta quarta-feira. A partida, no Mineirão, foi válida pela eliminatória da Copa Libertadores da América, e vitória confirma a participação celeste na fase de grupos. Na altitude boliviana, os times haviam empatado em 1 a 1.

Agora a Raposa encara um páreo mais duro, com o Vélez Sarsfield, da Argentina, o Colo Colo, do Chile e o Deportivo Itália, da Venezuela, pela frente. A estreia, contra o Vélez, fora de casa, será já na próxima quarta-feira da semana que vem.

Adilson Batista contará com o meia Roger já na próxima fase. O armador estava no futebol do Qatar e será apresentado nesta sexta-feira na Toca da Raposa 2.

Superioridade icontestável
Adilson optou por escalar três atacantes, já que não contava com o meia Gilberto, expulso na Bolívia. A formação ofensiva deu certo já no primeiro tempo.

A Raposa abriu o placar aos 28 minutos. O primeiro gol foi marcado por Marquinhos Paraná, após jogada de Wellington Paulista. Livre para finalizar, o camisa 9 deu um leve toque sobre o goleiro brasileiro Mauro Machado e o volante completou.

Dois minutos depois, Wellington Paulista achou o companheiro Thiago Ribeiro livre na área. Thiago foi certeiro na finalização e ampliou a vantagem. A superioridade celeste era clara.

Aos 39 minutos, foi a vez de Kleber marcar. O atacante, que ficou na equipe depois de uma negociação frustrada com o FC Porto, recebeu bom passe de Jonathan e bateu com tranquilidade na saída do goleiro. A comemoração foi em grande estilo, e o atleta beijou o símbolo celeste na camisa azul.

Para fechar o primeiro tempo, aos 46 minutos, o lateral-direito Jonathan apareceu como homem-surpresa na área e marcou de cabeça, após cruzamento de Thiago Ribeiro.

Expulsões e gols dos reservas
Logo na saída de bola, Yecerotte acertou o atacante Kléber em entrada maldosa e foi expulso. Adilson Batista resolveu colocar mais um atacante aos quatro minutos: saiu Elicarlos, entrou Guerrón.

A partir daí, o atacante equatoriano passou a ser arma pela ponta direita. Logo na sua primeira jogada, foi lançado em posição irregular e marcou na saída do goleiro. Apesar de Guerrón ter comemorado com a torcida celeste, o gol já havia sido anulado pela arbitragem.

Dominando as ações ofensivas, o Cruzeiro fez novo gol. Porém, mais uma vez em impedimento. Thiago Ribeiro marcou e teve o seu tento anulado aos 27 minutos.

No lance seguinte, a segunda expulsão boliviana. O meio de campo Galindo recebeu o segundo cartão amarelo. Isto porque ele foi avisado para retirar uma aliança do dedo e acabou desobedecendo a arbitragem.

Aos 38 minutos, quase o quinto gol celeste. Thiago Ribeiro foi lançado e bateu bem, mas Mauro Machado mostrou serviço e espalmou para escanteio.

O jovem Eliandro marcou aos 42 minutos. O camisa 21 bateu com força para o gol boliviano, sem chances de defesa.

Outro jogador que veio do banco deixou a sua marca. Bernardo, aos 44 minutos. Para fechar a conta no Mineirão, Guerrón, que também entrou na segunda etapa, marcou aos 46 minutos. Que festa!

CRUZEIRO 7 X 0 REAL POTOSÍ (BOL)

Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

Data/Hora: 3/2/2010 - 21h50 (de Brasília)

Árbitro: Diego Hernán Abal (ARG)

Renda/Público: 36.574 pagantes/R$ 734.775,65

Cartões Amarelos: Galindo e Gutiérrez (POT); Henrique (CRU)

Cartões Vermelhos: Yecerotte (POT) (1'/2T) e Galindo (POT) (28'/2T)

GOLS: Marquinhos Paraná (28'/1T), Thiago Ribeiro (30'/1T), Kléber (39'/1T), Jonathan (46'/1T), Eliandro (42'/2T), Bernardo (44'/2T) e Guerrón (46'/1T)

CRUZEIRO: Fábio, Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan; Marquinhos Paraná, Henrique e Elicarlos (Guerrón,4'/2T); Wellington Paulista (Bernardo, 22'/2T), Thiago Ribeiro e Kléber (Eliandro, 28'/2T). Técnico: Adilson Batista.

REAL POTOSÍ (BOL): Mauro Machado, Eguino, Ricaldi, Rodríguez e Clavijo; Galindo, Ortiz, Argarañaz (Loyaza, 18'/2T) e Gutiérrez; Andaveris (Torres, 35'/2T) e Yecerotte. Técnico: Sérgio Apaza.

Site da FIFA

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

DENÚNCIA: Estão acabando com o lazer.

video



Nosso blog ama esporte e qualquer área do lazer que faça o bem para nossa sociedade e por isso nos sentimos obrigados a questionar alguns acontecimentos que vão de encontro a essa filosofia.

De fato, no meu bairro, na minha cidade e certamente em todo o país a cena é a mesma, estão tentando acabar com o que resta de lazer, infelizmente ainda se pensa que a segurança, o investimento em armas, policiais, combate ao crime, etc, é mais importante que o lazer e não enxergam que o lazer, por ser altamente educativo irá proporcionar na formação de cidadãos, e, consequentemente, a médio ou a longo prazo, reduzirá a violência urbana, bem como os investimentos financeiros necessários ao seu combate.


Para ilustrar essa entrada, devo contar-lhes a história do CSU ELDORADO, localizado na cidade de Contagem-MG (no coração da rua frança), o local era meu refúgio para brincar, jogar bola, me divertir, etc. Lá os jovens da cidade se encontravam para vivenciar o memento de ludicidade tão raro hoje na vida dos jovens desse país. O CSU era o nosso “quintal”, ou poderia ser comparado como o Clube dos menos favorecidos, o clube gratuito para a comunidade. No inicio era um equipamento de lazer do estado, anos depois, passado a prefeitura, depois os dois órgãos, lutavam para não ficar sob a responsabilidade do local.

No começo, o CSU, Centro Social Urbano, era um local exclusivo para o lazer, práticas esportivas, etc, era equipado com quadras, parquinhos, árvores, salão de festa onde aconteciam casamentos, bailes, bailes da terceira idade, também existia até um campo de futebol (que sobreviveu até 1992/93). O campo foi retirado e em seu local foi criada uma grande área cimentada para a realização de eventos. Até aí tudo bem, os eventos realmente aconteciam, corridas de CART, feira da paz, feira de artezanato, exposições, shows, etc, mas por outro lado, as quadras, o poli, os parquinhos e todo o restante do espaço estavam abandonados. Durante anos o CSU oferecia cursos, serviços como posto de saúde (ainda está por lá), escolinhas (algumas sobrevivem), área dos escoteiros (já era), parques (nunca mais vi), circos (já era), etc.

É bom destacar que a crítica aqui não é somente aos administradores do local e sim a toda essa cultura que insiste em pensar que o lazer não serve para nada, enquanto pensarmos que só a repressão policial educa jovens pobres, o quadro de violência social não mudará! Acreditem! O lazer educa! Hoje o CSU está dividido em duas partes, o lado esquerdo (visto da rua frança), que continha um grande espaço utilizado por bandas, pelos escoteiros, para parques de diversões, não existe mais, ele, deu lugar para um batalhão de polícia.

E que batalhão! É explicito o ótimo investimento feito para “eles”, câmeras, gramados, guaritas, estacionamento, etc. Já do outro lado, o do lazer, nós podemos ver o CSU como já me acostumei, completamente abandonado, cheio de porcarias, lixo, entulhos, quadras abandonadas, mato alto, esgoto aberto, parquinho todo enferrujado e muito mais. Não sabemos mais quem comanda aquilo, mas seja quem for, não dá a mínima para o lazer e principalmente para a sociedade, eles enfiam policiais na sociedade e esquecem do resto.

As fotos foram tiradas por nós Cervebolíticos, para mostrar ou comparar os investimentos nas áreas de lazer com os de segurança. Este artigo será enviado para órgãos que nós achamos que contribuíram para o triste declínio de nosso querido CSU!

Vidiball/Lucão

Abraços Oi!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Blog Juventude Anarquista destaca COPA ANTIFA DE FUTEBOL

O blog JUVENTUDE ANARQUISTA está preparando para esse ano a COPA ANTIFA de futebol, nesse momento que o futebol tá tão sujo e desanimador, é uma grande ideia lançar o Festival/Torneio.

A reunião para organização do evento será dia 28 de Fevereiro em SAMPA, (q pena), os organizadores ou o pessoal que teve iniciativa, convida coletivos e procura parcerias para a organização do evento.

É isso moçada!

Abraços Oi!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ta doidão!

Hugo Chávez descibriu outro inimigo: PLAY STATION

[18-01-2010]
Depois de deixar seu país quase às escuras (pedindo que as pessoas apagassem a luz e deixassem de tomar banho), de buscar a expropriação de redes de supermercados por todo o país por problemas relacionados ao desabastecimento e a inflação, de arbitrar um (des) valor para o dólar, Hugo "Loco" Chávez aponta agora contra outro poderoso inimigo: o Play Station.

- "O console de jogos Play Station, do fabricante japonês Sony, é um veneno que ensina os valores do capitalismo para as crianças, como matar e atirar bombas", condenou o presidente venezuelano, que pediu que sejam fabricados no país brinquedos didáticos.

- "Esses jogos são um veneno. Há jogos que ensinam a matar. Uma vez fizeram um com a minha cara, onde o objetivo é buscar Chávez para matá-lo", disse Chávez no domingo em seu programa de rádio e televisão Alô Presidente.

Chávez assegurou que estes jogos, nos quais bombardeiam cidades e atiram bombas, são vendidos pelo capitalismo para semear violência e depois vender armas.

- "Semeiam a necessidade do cigarro, da droga e do álcool para depois vendê-los, esse é o capitalismo, o caminho ao inferno", expressou o mandatário.

Segundo Chávez, na Venezuela devem fabricar brinquedos didáticos e propôs fazer bonequinhos de índios, diferentes de bonecas como a Barbie, que nada têm a ver com nossa cultura.

Chávez criticou ainda outros brinquedos eletrônicos como o Nintendo, considerando que promovem ademais o egoísmo, o individualismo e a violência, pelo qual pediu que se promovam jogos tradicionais locais como o peão e o io-io.

Em outubro, a Câmera venezuelana aprovou uma lei que castiga com pena de prisão de até cinco anos a quem comercialize jogos e vídeo jogos que sejam considerados bélicos pelas autoridades.

Fonte: Diario Uno.