domingo, 29 de novembro de 2015

LACROU A PARCERIA!!!

Então fechou, ou melhor, LACROU!
A parceria Cerveboliticxs com Efeito Colateral lacrou de vez. A união celebra a amizade, a cerveja, o som, o futebol e a política que seguimos numa rota muito comum, a rota antifa!
Em breve marcaremos uma BREJA para celebrarmos a parceria, só temos que agradecer e lutar pela parceria de hoje e sempre.
Além de celebrar a nossa PARCERIA, ainda celebramos a estreia da nossa NOVA LOGO 2016, elaborada e muito bem produzida pelo pessoal da Efeito Colateral.
Bola para frente moçada!
Veja tudo em:
Sobre o Efeito Colateral...
Já faz algum tempo que a ideia de criar um zine estava na cabeça. No ano de 2014 com as produções de eventos de bandas underground voltando a ativa em BH, a ideia reapareceu. Como diz o nome do zine, ele é fruto de vários fatores que estão ocorrendo, é efeito do fortalecimento da cena punk, da integração do pessoal do som jamaicano, da camaradagem dos skins, dos exemplos vindos da cena hardcore…
Presenciamos muitos materiais para o público alternativo que caiu nas velhas discussões de regras, lições de política que só causaram desentendimento, como efeito colateral, o zine veio com uma proposta que vai além disso… mostrar também o que está rolando de bom nos diversos lugares, bandas e discos que estão surgindo e ninguém está sabendo, sobre a cultura rueira, futebol, etc. Não nos limitamos a tratar de uma só subcultura, queremos mesmo é que se dissemine o respeito entre os diversos grupos.
Em Junho DE 2014 , o zine ampliou suas atividades e se união com a organização do Chaos Punk Festival, passando, então, a exercer a função de produtora. Atualmente o Efeito Colateral, além do Chaos Punk Festival, é responsável também pela festa do Cavalo de Tróia. A expansão mais recente do grupo, foi o Selo Efeito Colateral, voltado para o público Skunx, abarcando os gêneros Oi!, Punk Rock, Mod Rock, Hardcore e Reggae.

Desde pequena aprendi que devemos defender as cores do nosso time acima de tudo. Talvez por isso me gere tanto estranhamento segundas, terceiras, milésimas camisas de outras cores que nada tenham a ver com o clube, por mais que…
EFEITOCOLATERALRECS.COM

terça-feira, 15 de julho de 2014

História Ilustrada: "A comovente história do time de futebol que preferiu morrer a ser derrotado pelos nazistas".

 Essa história já foi contada por aqui, mas dessa vez o site "História Ilustrada" caprichou em juntar um material para de fato, "ilustrar a história".

Vejam:

Foto: Jogadores do FC Start usando uniforme escuro.

Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, quando a Alemanha Nazista invadiu a Ucrânia(que a este período era uma parte da União Soviética), um time de futebol ousou desafiar a moral do Terceiro Reich. Amordaçados pelas proibições nazistas, prisioneiros de guerra soviéticos (incluindo alguns jogadores do poderoso Dynamo de Kiev) se reuniram e resolveram fundar um time para jogos amistosos em plena Guerra.


A nova equipe se chamava FC Start, e em julho de 1942 eles desafiaram diversas equipes do exército nazista. Goleada após goleada, time após time, cada vez mais a superioridade ariana estava sendo ridicularizada. Estava claro para o Terceiro Reich que não se tratava apenas de derrotas em partidas de futebol, era a derrota moral de uma ideologia inteira. 

É válido lembrar o contexto da guerra: naquele mesmo mês teve início no front oriental a Batalha de Stalingrado, considerada uma das vitórias mais importante dos aliados sobre a Alemanha Nazista. A tática de Guerra Relâmpago  (Blitzkrieg) adotada por Hitler foi superada pela resistência soviética. 

Foto: Soldado soviético com um prisioneiro alemão em julho de 1942, durante a Batalha de Stalingrado.
A última partida a ser jogada pelo FC Start era uma revanche pedida pelos nazistas, que agora tinham montado um time especialmente para vencer os soviéticos. Mesmo assim, em 9 de Agosto de 1942, mais uma vez os alemães foram goleados em um memorável 5x3. Na imagem à esquerda podemos ver o anúncio dessa famosa partida, FC Start vs Flakelf.
*Conta-se que os nazistas haviam alertado os jogadores do Start que uma nova vitória poderia ter resultados sangrentos. E que ao final daquele 5x3,  que ficou conhecido como "A Partida da Morte", oficiais da GESTAPO (a polícia secreta nazista) teriam sequestrado e executado todos os jogadores do FC Start. 

*Após a queda da URSS, novas pesquisas foram realizadas acerca da veracidade dessa intrigante história. Como era de se esperar, a propaganda soviética aumentou e distorceu alguns elementos do episódioSegundo o historiador Valentyn Shcherbachov, os alemães supeitavam que alguns jogadores do Start tinham ligações com o NKVD, um importante órgão da segurança interna do Estado Soviético. Esse foi um elemento decisivo para que a GESTAPO os enviasse para o campo de concentração de Syrets. E mais, a GESTAPO só conseguiu capturar nove jogadores do FC Start,  e desses nove, apenas três foram oficialmente executados, os demais foram vítimas da dura e fatal rotina que os prisioneiros de guerra eram submetidos sob a tutela do Terceiro Reich.

Apesar da versão oficial não ser tão cinematográfica como aquela que se popularizou através do boca-a-boca, é inegável que no ano de 1942, um grupo de atletas desafiou a honra nazista, se colocando a um nível de exposição que os levou à morte. 

Foto: Monumento no estádio do Dynamo de Kiev em memória aos jogadores do FC Start.

Voltamos...

Depois de um bom tempo inativo, (última postagem havia sido em agosto de 2012, quase 2 anos atrás) retornamos com o blog, não com o mesmo pique de antigamente, impossível, porém voltamos.

Percebemos que ao longo dos anos e da existência do blog, o perfil de mídia alternativa é o que mais se aproxima de nosso blog, aqui publicamos e compartilhamos artigos de vários lugares, de vários companheirXs de luta, tanto de futebol quanto de política.

Pedimos desculpas por boa parte de nossos compartilhamentos estarem com os links "quebrados", muitos títulos estão com suas referências, porém, os links não existem mais, infelizmente.

Por isso, acreditamos que um bom material foi armazenado aqui e precisa ser mantido.

Pedimos desculpas por conta da porcaria da rádio evangélica que se apoderou da alma da antiga rádio "O Proletário" (que só rolava som bão) para poluir nossa mente enquanto liamos alguma coisa aqui.

No mais, um grande abraço!

Lutem!

Palestina LIVRE!

Cervebolíticos - 7 anos!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A Crise dos Times de Prefeitura.



Eu não escondo mais que sou anti time de prefeitura, odeio-os, em alguns momentos até cometo erros criticando times de pessoas próximas aos cervebolíticos, mas na minha posição, acredito que esses times, ou melhor, timecos, deveriam sumir do mapa para que as equipes que estão sumidas retornem ao cenário do futebol nacional e talvez internacional.
Não é de hoje que faço críticas às federações do futebol brasileiro e suas relações de descaso com os falidos clubes de tradição de nosso futebol, abandonados por todos e ainda vendo a triste ascensão dos ditos clubes de prefeitura que não tem história nem torcida.
Mas tudo que é moda logo passa...
Nesse momento fazendo uma analise simples e superficial dos campeonatos brasileiros organizados pela péssima CBF, podemos notar uma crise nos clubes de prefeitura e um ressurgimento ainda tímido de alguns tradicionais.
Mas antes desta análise darei minha posição sobre o que considero um “timeco de prefeitura”.
Considero clubes de prefeitura aqueles clubes que surgiram no final dos anos 90 (com exceções para mais e para menos), muitas vezes com ajuda financeira de políticos, de prefeituras, patrocinadores relâmpagos a fim de levantar a moral de algum político ou empresário da cidade ou do bairro. Esses timecos são caracterizados por complicarem outras equipes nos estaduais, seu apogeu dura em média cinco anos, aparecem na séria A por uns 2 anos, complicam a vida dos grandes e depois somem, como não tem torcida nem camisa, acabam dependendo dos empresários e dos políticos para voltar a “enfear”  os campeonatos.
Vamos aos exemplos:
Na série A, FELIZMENTE, temos um quadro louvável. O fato é que depois de alguns anos não temos nenhum time de prefeitura brincando de futebol por aí e lotando seu estádio de espaço vazio. Isso é para comemorar e muito, lembram de Guaratinguetá, Ipatinga, São Caetano, Barueri, etc. Pois é, eles se foram. Ainda bem.
Pela Série B ainda temos alguns times de prefeitura passeando pelo campeonato, são 5 timecos no total de 20. A boa notícia é que os 4 primeiros da segundona são clubes históricos (o 5º colocado não) e o que é mais belo ainda é que dos 5 timecos, 3 estão na zona de rebaixamento neste momento. Vamos bebemorar ainda mais CERVEBOLÍTICOS!!!!!
Na série C, que tornou praticamente a primeira divisão desses timecos, e é onde sempre reina essas equipes sem tradição, tive que fazer uma rápida busca para saber mais sobre equipes que considero clubes de prefeitura, que na verdade pouco se conhece, mas são tantos os tradicionais esquecidos, que temo por cometer erros graves.
Mesmo sendo o terreno que ultimamente está sendo deles, este ano temos apenas seis equipes de 20, o problema é que estão caindo 4, sendo 2 tradicionais e 2 timecos, espero que isso mude.
Já na série D, o quadro é mais complicado, aqui considero a segundona para esses que chamo de timecos, é a maior concentração de times de prefeitura num único torneio em todo território terrestre, são 45 clubes no total da competição, sendo 14 timecos de prefeitura, torço para que sumam de vez, de forma alguma podem subir, pois se subirem é hora de acender o botão de alerta novamente.
Para finalizar a polêmica, alguns devem estar se perguntando, mas quais sãos os times de prefietura? cite-os!
ahh vão lá nas tabelas e olhem bem, depois me dizem o que acham.
Então que voltem os tradicionais esquecidos!
Torço para Ferroviário Atlético Clube - CE, Bangu, América-RJ, Olaria, Desportiva, Operário, Villa Nova MG, Valeriodoce de Itabira, Siderúrgica entre outros milhares de clubes esquecidos...

...a não ser que eles não queiram mais voltar para essa imundice que tá o futebol BRASILEIRO, aí sim, que continuem sumidos e que o abandonado fique sendo esse futebol de marcas e cifrões da atualidade.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Formar como o Barcelona é só da boca para fora!!


Xavi, Messi e Iniesta: o Brasil não forma jogadores como eles

Por Pedro Venancio

20/03/2012 - 8h25

Desde que o Barcelona passou a ganhar encantar o mundo sob o comando de Pep Guardiola, Messi e vários jogadores revelados no clube tornou-se referência na formação de talentos para todo o mundo e no Brasil não é diferente. Volta e meia, algum profissional contratado por um clube brasileiro afirma na apresentação: “Nossa meta é formar como o Barcelona”. O último deles foi Renê Simões, quando chegou ao São Paulo. O objetivo é ousado e louvável, mas será que os clubes andam mesmo no caminho para formar jogadores como os blaugranas fazem no momento?

A resposta, segundo a maioria dos coordenadores e observadores da base brasileira, é não. “Não é possível implantarmos uma filosofia como a do Barcelona em um clube brasileiro porque não há continuidade na maioria dos trabalhos. Lá, demorou muitos anos para que essa filosofia fosse desenvolvida”, afirmou Marcelo Teixeira, gerente de futebol do Fluminense, que foi observador do Manchester United durante quatro anos e hoje atua na integração entre a base e o profissional do tricolor carioca. “O Fluminense não quer copiar o modelo de ninguém, e sim construir o seu, baseado no conhecimento das pessoas que trabalham aqui”.

Osmar Loss, técnico do time sub-23 do Internacional, aponta as diferenças no processo de formação. “No Barcelona, há uma continuidade, o jogador está lá desde menino, e praticamente não há captação. No Brasil, mudam os jogadores dos clubes a cada alteração de comissão técnica na base”, disse Loss, que afirmou acreditar não existir uma filosofia de formação no futebol brasileiro. “Até pelo tamanho do país, existem muitas formas de jogar. Um jogador nordestino é completamente diferente de um atleta nascido no Sul do país. A principal qualidade do brasileiro é o improviso, é isso o que os europeus buscam nos jogadores daqui”, observa, para depois elogiar a evolução tática dos treinadores que trabalham com formação. “Acho que crescemos muito nesse aspecto”.

Para o coordenador da base do Grêmio, Marco Antônio Biasotto, formar igual o Barcelona seria o ideal, mas alguns aspectos da cultura do futebol brasileiro dificultam esse processo. “É uma delícia ver o Barcelona jogar, e o ideal seria que todos os times atuassem daquele jeito, mas não é tão simples assim”, analisa. “No Brasil, é muito difícil começar com um time bom no infantil e seguir com ele até os profissionais, por vários fatores que vão desde o assédio que os garotos sofrem desde cedo até a falta de continuidade no trabalho das comissões”, opina, para depois complementar. “Muitas vezes, o trabalho de base de um clube é todo condicionado ao profissional, e aí quando o técnico do time de cima é demitido a base também sofre as consequências”.

Mais próximo da Alemanha?
A questão da ausência de continuidade explica parte da diferença entre o que se faz no Brasil e o que é feito no Barcelona, mas não responde tudo. Há também uma divergência de pensamento no que diz respeito à formação das equipes. Não é difícil encontrar entre profissionais envolvidos no futebol alguém que considere a posse de bola do Barcelona como “desproporcionalmente improdutiva”, afirmando que eles “não convertem em número de finalizações” o tempo de bola em que ficam com a bola no pé.

Mano Menezes é um exemplo de técnico que não vê no Barcelona o modelo ideal de jogo. Já declarou algumas vezes que é fã da verticalidade que a Alemanha mostrou na Copa do Mundo, e o perfil da seleção que ele montou mostra isso. Um exemplo é a escolha do 4-2-3-1 como esquema tático e, mais do que isso, o perfil dos volantes convocados com mais frequência. Fernandinho e Ramires são jogadores mais verticais, mais parecidos com Bastian Schweinsteiger (na verticalidade) do que com Xavi, que normalmente é o segundo homem de meio-campo do Barcelona.

Para Marcelo Vilhena, técnico do time sub-15 do Cruzeiro, há uma explicação para essa opção. “Há treinadores que gostam desse estilo de jogo mais agudo, mais vertical, é mais fácil de ser implantado do que o do Barcelona, que privilegia a progressão em passes curtos e é mais perigoso, principalmente na base”, diz o técnico, que vê a possibilidade de um “meio termo” como algo próximo do ideal. “Podemos alternar os dois jogos, mas fundamentalmente precisamos resgatar a essência do futebol brasileiro, que reúne qualidade técnica, criatividade, e um jogo mais solto, mas logicamente dentro de um mínimo de conceitos”, completa.

Tamanho é documento?
Outra característica marcante da formação de jogadores do Barcelona é a pouca preocupação com a força física e a estatura dos jogadores. Messi, Xavi, Pedro e Iniesta beiram, os quatro, os 1,70m. Entre os 52 jogadores convocados por Mano Menezes para a pré-lista olímpica, apenas três estão nessa faixa de altura: Bernard, do Atlético Mineiro (1,62m), Wellington Nem, do Fluminense (1,67m) e Fagner, do Vasco (1,68m). Os três certamente enfrentaram muitos preconceitos dentro de seus clubes, pois, mesmo entre os que defendem o talento como prioridade na avaliação, há os que duvidam da possibilidade dos baixinhos vingarem no esporte. Em qualquer torneio sub-20 ou sub-17, é frequente o comentário de que “fulano é bom, mas muito franzino e isso pode atrapalhar no profissional”.

Ainda assim, já é possível enxergar sinais de mudança. Na mesma lista, figuram nomes como Neymar, Oscar e Lucas, todos jogadores leves, que atuam em velocidade, e com menos de 1,80m, altura que parecia ser pré-requisito para ser titular na seleção comandada por Dunga que foi à Copa do Mundo de 2010. Na oportunidade, Elano, com 1,75m, era o mais baixo do onze inicial, e apenas ele e Michel Bastos tinham menos de 1,80m. No grupo, Daniel Alves (1,73m), Josué (1,68m) e Kléberson (1,75m) completavam a lista dos “anõezinhos” convocados. A força física perdeu espaço para a velocidade e a técnica, mas a filosofia de jogo vertical e mais incisivo ainda impera, e certamente é com essa convicção que Mano Menezes tentará recolocar a seleção no topo do mundo em 2014, se sobreviver no cargo até lá.

Fonte: Site trivela